O mercado de galpões e o e-commerce estão diretamente ligados, desde o surgimento e expansão do comércio online.
À medida em que cresce o e-commerce a procura por galpões para armazenamento ou como centro de distribuições também aumentam.
Desde 2020, com o início da pandemia e as medidas de isolamento social, o comércio eletrônico teve um crescimento enorme, aquecendo o mercado de galpões. É fato que os consumidores estão cada vez mais exigentes e, principalmente, o menor prazo de entrega tem sido cada vez mais fator determinante para escolha da loja. Logo, empresas têm buscado investir ou alugar galpões para suprirem as demandas seja de armazenamento ou centro de distribuição.
No artigo de hoje vamos mostrar essa relação entre e-commerce e o mercado de galpões. Vale a pena conferir!
Após o aparecimento da internet, décadas atrás, surgiu o e-commerce, ou comércio eletrônico. No entanto, naquela época, as vendas on-line enfrentaram diversos desafios, como dificuldades para pagamentos por parte dos clientes, problemas de conexão, problemas com sistemas e sites, etc.
Dentre esses problemas, existia, ainda, uma grande desconfiança em relação à segurança desse tipo de transação, já que o poder aquisitivo era, até então, possuído por uma geração que cresceu sem esse tipo de tecnologia. Ainda assim, quem observasse com atenção já conseguia entender que essa modalidade cresceria nos anos seguintes.
Com o passar do tempo, novas gerações chegaram, já acostumadas com as telas e mais confiantes, até mesmo porque o aprimoramento tecnológico permitiu isso. Se antes apenas algumas lojas vendiam on-line, aproveitando o estoque que tinham para suas lojas físicas, hoje as operações de e-commerce são um negócio à parte. Mais do que isso, para muitas empresas é o único negócio.
Conforme esse crescimento foi acontecendo, as empresas, então, precisaram buscar formas para atender às demandas de produto, de tipos de pagamento, de prazos de entrega, etc. Um simples clique de compra para o cliente é, para a loja, uma lista de tarefas e um sistema complexo de logística, uma vez que o cliente quer, cada vez mais, receber o seu produto o quanto antes, sendo esse prazo muitas vezes um fator decisivo para a escolha entre uma ou outra loja.
Toda essa movimentação gerou um crescimento ímpar para o setor. Dados apontam que o e-commerce apenas cresceu desde 2011, ano indicado como o início da série histórica. Ao longo dos anos seguintes, foram registrados aumentos ainda maiores.
O crescimento do setor, também, tem relação com a criação dos marketplaces, que consistem em verdadeiros shoppings virtuais. Em resumo, essa modalidade existe quando sites, geralmente bem conhecidos, anunciam produtos de terceiros (de pessoas físicas ou de outras empresas). Na prática, esse modelo colocou mais empresas no radar, aumentando a disponibilidade de tipos e modelos de produtos, o que ajuda o e-commerce a ganhar mais público de lojas físicas. Esse fato, juntamente com a extensão cada vez mais prática e eficiente do e-commerce para diversas plataformas, inclusive, para os celulares que permite que os clientes pesquisem, vejam, comparem e comprem com poucos cliques, sem a necessidade de aglomerações, filas, problemas de estacionamento, etc.
Mas como está a infraestrutura para suportar esse crescimento?
A inteligência logística muda de empresa para empresa, também por influência de diversos fatores, como tipo de produto, mercado consumidor, público-alvo, etc. Obviamente, a participação das empresas de e-commerce no mercado imobiliário corporativo tem relação com os edifícios de escritórios, contudo, a ocupação de galpões é muito mais presente.
Em ampla expansão, e-commerce registra mais avanços e ganha cada vez mais representatividade no segmento de galpões. A participação do comércio eletrônico nesse ramo imobiliário tem crescido ano a ano, o que estimula perspectivas positivas para os próximos anos. De 2016 a 2019, houve um aumento de 110% na área ocupada pelo e-commerce [no Brasil]. Passou a ocupar 662 mil metros quadrados, ao passo que, em 2016, eram 315 mil metros quadrados.
No entanto, a chegada da pandemia ao Brasil, em março de 2020, trouxe junto medidas de isolamento social que estimularam o crescimento do comércio eletrônico no país. Impossibilitada de consumir presencialmente, a maior parte dos brasileiros investiu a renda digitalmente em produtos de e-commerce, causando um aumento expressivo no número de vendas online. E isso se refletiu no mercado de galpões que foi aquecido, segue firme, com estabilidade e com boas estimativas para os próximos anos.
No ano passado a absorção bruta bateu recorde, com mais de 2.600 mil m² de área locada de galpões. Já a absorção líquida – saldo entre novas locações e devoluções – atingiu a marca histórica de 1.500 mil m². Vale destacar que os imóveis próximos às grandes capitais apresentaram boa performance de locação no período. O e-commerce e varejo seguem como os principais setores que mais alugaram, sendo 20% do inventário locado apenas para o comércio online.
O mercado brasileiro de galpões registrou resultados positivos no ano passado e planeja expandir ainda mais sua atuação. Em meio ao crescimento do comércio eletrônico, que teve alta de 68% nas vendas e chegou a dobrar sua participação no varejo em 2020, provocado pelo isolamento social, a locação de galpões, que oferecem estrutura para estocagem e posicionamento estratégico para distribuição de produtos, tornou-se um ponto-chave para suprir a demanda por entregas em todo o país. O comércio eletrônico é logística pura, muitas empresas que migraram para essa modalidade perceberam a vantagem de utilizar galpões, que se tornaram uma alternativa de sobrevivência.
O ano de 2020 tornou-se atípico para o segmento, o início da pandemia frustrou as expectativas de muitas empresas do comércio eletrônico e consequentemente para o mercado de galpões, mas os meses seguintes foram surpreendentes. Em abril do ano passado, as demandas começaram a surgir numa velocidade muito intensa, elevando a demanda por, principalmente, locação de galpões.
A pandemia ainda não teve um fim seguro decretado e afetou todos os setores. Porém, o comércio eletrônico foi beneficiado, fazendo com que as empresas voltassem os olhares para esse tipo de venda. Obviamente, houve crescimento na procura por locais de armazenamento. Assim, desenvolvedoras de galpões vêm sendo incentivados a investir em novos projetos.
Mesmo depois que tudo retorne ao normal, o varejo vê o comércio eletrônico como ferramenta importante e uma tendência que tende a ser mantida. Sendo assim, a necessidade por novos locais continua e continuará crescendo.
No entanto, os desenvolvedores de galpões visam o crescimento e necessidade de investir no setor e estão aumentando esses investimentos justamente mirando no comércio eletrônico. Com isso, há previsão de que a vacância, ou seja, a espera por vagas, deve cair depois dos novos projetos. Além disso, para quem tem interesse no setor, é possível investir em fundos de investimento imobiliário (FII) de galpões, que podem ser locados para serem utilizados ou para armazenar produtos ou como centro de distribuição.
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Só Galpões / Predial Master LTDA - CRECI MG-PJ 660 | Marca registrada no INPI nº 819563692