A pandemia da COVID-19 e as restrições de circulação impostas em todo o mundo trouxeram mudanças na relação das pessoas com os imóveis comerciais.
O Google, tentando entender o impacto na vida dos brasileiros, realizou estudos que revelaram que as pessoas estão mais abertas às mudanças. As pesquisas mostraram alterações no comportamento das pessoas, diante das imposições que surgiram com a pandemia.
Tais mudanças, assim como a pandemia afetou a economia como um todo, influenciam no modo como o mercado imobiliário precisou se adaptar e se reinventar frente a esse novo cenário.
Alguns tipos de imóveis comerciais tiveram redução na demanda, como o caso de lajes corporativas, em decorrência do home office. Mas, outros tipos de imóveis tiveram um aumento no volume de negociações. É o caso dos galpões logísticos, que tiveram um expressivo crescimento de demanda, impulsionado pelo e-commerce e os imóveis residenciais, pois trabalhar de casa fez com que as pessoas buscassem por imóveis maiores, com varanda, com espaço para escritório, com algum conforto e comodidade maior.
No texto de hoje vamos falar um pouco mais sobre como mudou a relação das pessoas com os imóveis comerciais neste cenário pós pandêmico. Confira.
Não há dúvidas de que a pandemia nos trouxe uma série de dificuldades e mudou o nosso comportamento de todas as formas. A maneira de lidar com os espaços e o nosso relacionamento pessoal mudou. Alguns fatores que moldam a demanda por imóveis comerciais também mudaram e passaram a ter papel importante na definição final.
Com o avanço do Coronavírus no Brasil, fomos obrigados a tomar medidas restritivas e de distanciamento social, isso gerou o aumento do trabalho em casa, mas reduziu a demanda por espaços para escritórios. Não existe fórmula mágica: a demanda por escritórios está diretamente ligada ao desempenho da economia. Em tempos de crise, ainda mais em meio a uma pandemia, a procura por escritórios diminui porque as taxas de emprego caem, as empresas passam a cortar custos, quanto maior oferta e menor a demanda, maiores chances de queda de preços.
A atividade global de locação de escritórios sofreu queda, sem contar os altos índices de taxas de vacância. Desde o ano passado, o mercado de imóveis comerciais sofre algum tipo de retrocesso.
Ainda que modesto, houve aumento na busca por outros tipos de espaços adaptáveis a uma nova realidade para realização do trabalho. Isso porque o home office passou a ser uma forma de trabalho bastante interessante, pois gera redução de custos. Apesar de muitos colaboradores já estarem imunizados contra Covid, muitas empresas ainda preferem manter o trabalho remoto. Entretanto, embora exista alguns benefícios para os próprios colaboradores, compartilhar o espaço de trabalho com filhos, pets ou a família no geral traz alguns desconfortos e pode ser exaustivo. Logo, as pessoas procuram por novos espaços adaptáveis para o cumprimento de suas atividades.
O isolamento social decorrente da pandemia de COVID-19 mudou o perfil do consumidor e o levou a comprar ainda mais no comércio eletrônico, o que elevou o faturamento do setor. Isso aumentou a demanda por galpões logísticos, já que as empresas sentiram necessidade de expandir suas áreas de armazenamento ou de distribuição. Os consumidores estão cada vez mais exigentes, principalmente quanto ao prazo de entrega e valor de frete, diante disso, as grandes empresas do comércio eletrônico buscaram por mais áreas grandes por todo o Brasil. Dessa forma, o mercado de galpões logísticos tem se mantido aquecido.
Gostou do artigo? Então, assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades e tendências do setor imobiliário.
Só Galpões / Predial Master LTDA - CRECI MG-PJ 660 | Marca registrada no INPI nº 819563692