Poucos setores da economia brasileira podem se vangloriar por saírem intactos da crise que a pandemia causada pela COVID-19 gerou.
No entanto, um dos setores de grande destaque foi o mercado imobiliário, sobretudo, o setor de galpões, impulsionado pelo crescimento do e-commerce e consequentemente, o aumento da demanda por armazenamento ou centros de distribuição. O setor imobiliário vem se recuperando junto à retomada da economia como um todo.
As medidas de restrição de circulação na pandemia mostram, ainda que indiretamente, força ao comércio eletrônico no país. Mais brasileiros passaram a fazer compras online, o que impulsionou a demanda por galpões logísticos entre vendedores. Varejistas passaram a competir pelos valores de frete e tempo de entrega, levando ao aumento da demanda por estoques próximos aos clientes finais.
Atualmente, a taxa de vacância para galpões logísticos no país é de praticamente zero. O aluguel desse tipo de espaço dobrou entre 2015 e 2021.
Mas, quais são as perspectivas para o mercado de galpões em 2022? Esse é o tema do artigo de hoje. Vale a pena conferir!
A pandemia acabou acelerando processos tecnológicos, mudanças em ambientes e formatos de trabalho. No ramo imobiliário, no Brasil, houve a surpresa de que ele se mostrou resiliente e conseguiu dar a volta por cima e entre os pontos de destaque foi o avanço da tecnologia no setor.
O setor de galpões foi um dos grandes responsáveis por manter aquecido o mercado imobiliário, isso se deu pelo crescimento do e-commerce. O setor bateu recorde de vendas no país no primeiro semestre de 2021, chegando a R$53,4 bilhões, alta de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para se diferenciar da concorrência e conquistar os clientes, as empresas apostaram no prazo de entrega cada vez mais curto. Assim, redes que contam com estrutura de lojas físicas passaram a utilizar pontos como mini centros de distribuição, agilizando a última etapa antes da entrega, chamada de “last mile”.
Outras grandes varejistas digitais investiram em galpões em diferentes regiões do Brasil e em pontos parceiros para retiradas de produtos. Ou seja, diferentes estratégias que impactam o setor de galpões logísticos como um todo.
Conforme crescia o e-commerce, as empresas precisaram buscar formas para atender às demandas de produto, de tipos de pagamento, de prazos de entrega, etc. Toda essa movimentação gerou um crescimento ímpar para o setor de galpões.
O mercado imobiliário como um todo deve ficar ainda mais aquecido nos próximos anos, mesmo com a inflação global e as eleições de 2022 causando incerteza entre investidores. Volatilidade política, inflação e aumento nos juros vão atrapalhar a captação local, mas será um momento interessante para investir.
Segundo especialistas, o mercado está enfrentando um momento de distorções que podem ser transformadas em boas oportunidades de negócio. Existem imóveis nos quais o preço nominal da locação segue o mesmo há anos, mesmo com o avanço da inflação. Se o Brasil tiver alguma estabilidade macroeconômica nos próximos anos, os aluguéis devem ganhar força e voltar com um crescimento bem acima da inflação porque os preços estão muito defasados, até mesmo nos galpões. Entre as apostas mais interessantes destaca o segmento de logística e o residencial para a renda.
Sobre o futuro do segmento de galpões, o setor de logística está no centro das atenções. Está testemunhando um crescimento verdadeiramente impressionante, com demanda de ocupantes e investidores em níveis recordes em todo o mundo. Em resposta a isso, a JLL lançou sua primeira pesquisa global sobre o setor logístico para testar o sentimento do mercado e reunir novas percepções sobre uma série de questões que podem afetar futuras decisões de ocupantes e investimentos neste segmento altamente dinâmico.
A pesquisa abrange toda a amplitude do mercado, incluindo demanda do setor, restrições e oportunidades, soluções de sustentabilidade, tecnologia e design de construção, realinhamento da cadeia de suprimentos, o surgimento do armazenamento refrigerado e o futuro da logística urbana.
A pesquisa identifica uma perspetiva otimista para a demanda de galpões, mas não sem desafios. 74% dos entrevistados esperam crescimento (maior que 5%) na demanda por galpões nos próximos três anos, incluindo 28% que esperam um crescimento significativo na demanda de logística (maior que 20%); 71% esperam que o e-commerce impulsiona a demanda. Espera-se também uma forte demanda dos setores de entrega expressa e de encomendas, logística terceirizada, saúde e ciências biológicas e materiais de construção; 43% identificam a disponibilidade limitada de terreno como a restrição número um na demanda dos ocupantes. Os incorporadores estão lutando para garantir um terreno adequado para o desenvolvimento e permissão de planejamento.
Outras tendências do mercado imobiliário, sobretudo, o de galpões são: a sustentabilidade, que atualmente, norteia muitas decisões no mercado e tende a ser cada vez mais assim. Quando um espaço apresenta economia de recursos e possui especificações como ventilação natural e iluminação zenital (com luz natural), por exemplo, ele deverá ser valorizado por isso.
Materiais que não demandam manutenção frequente, como coberturas metálicas de qualidade e telhas zipadas, são a melhor solução do mercado e não apresentam emendas e nem parafusos aparentes, além de oferecerem maior conforto acústico e térmico. Já as estruturas metálicas como base diminuem bastante o tempo de construção e têm maior durabilidade.
Outra tendência é o self-storage, usado muito em países europeus e nos Estados Unidos, que se trata de alugar pequenos espaços dentro de grandes centros de distribuição voltados para pequenos lojistas que vendem online, em sites próprios ou em marketplace.
Estima-se que o mercado de galpões siga aquecido em 2022, consequência do aumento do e-commerce, modalidade de compra que caiu no gosto dos consumidores e promete crescer ainda mais, forçando as empresas a se prepararem para atender a demanda de clientes cada vez mais exigentes quanto ao prazo, frete e forma de pagamento.
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Só Galpões / Predial Master LTDA - CRECI MG-PJ 660 | Marca registrada no INPI nº 819563692