Mercado de locação de galpões está em alta!

A pandemia do coronavírus chegou ao Brasil em março de 2020 e forçou medidas de isolamento social que aceleraram o crescimento do comércio eletrônico no país. As pessoas foram impedidas de consumir presencialmente e, com isso, elas passaram a consumir digitalmente produtos de e-commerce, aumentando consideravelmente o número de vendas online e, consequentemente, refletindo no mercado de galpões, que segue aquecido desde então.

Diante disso, o e-commerce e o varejo seguem como os principais setores que mais alugaram galpões, sobretudo, galpões logísticos, sendo 20% do inventário locado apenas para o comércio online.

No artigo de hoje vamos falar mais sobre o mercado de locação de galpões que segue em alta, apesar da crise em decorrência da pandemia. Vale a pena conferir.

Mercado de locação de galpões fortalecido 

O mercado de locação de galpões sai fortalecido da pandemia. A própria crise econômica em decorrência da pandemia levou donos de escritórios, galpões ou lojas a se desfazer de ativos para reforçar o caixa e evitar a negociação de dívidas e o crescimento do e-commerce em mais de 70% foram fatores que mais contribuíram para que a busca por galpões e condomínios logísticos desse um salto.

O que faz o mercado de locação de galpões permanecer em alta é o fato de os principais locatários serem empresas que não estão sendo afetadas negativamente pela pandemia.

O crescimento do e-commerce, que teve um faturamento de R$ 145 bilhões somente em 2020, aumentou o apetite de grandes varejistas por galpões e além disso, outros novos marketplaces surgiram durante a pandemia. Isso aguçou o mercado de locação de galpões, que vive momento único, fortalecido pela pandemia desde o começo de 2020 e segue ditando o ritmo em 2021, com excelentes perspectivas futuras.

A alta no e-commerce tem acelerado a busca por galpão para alugar porque as vendas no varejo online exigem, muitas vezes, mais espaço logístico que as vendas tradicionais, isso porque todo o estoque é armazenado em um depósito, em vez de ter um componente nas prateleiras das lojas.

Isso, por sua vez, permite maior variedade de produtos, níveis de estoque mais profundos, operações de envio de pacotes com uso intensivo de espaço e atividades de valor agregado adicionais, como processamento de devoluções.

No atual cenário, a locação de galpões é uma das melhores alternativas para empresas que precisam de mais espaço para armazenar mercadoria e manter suas atividades aquecidas. Por ser mais econômico, prático e vantajoso encontrar um lugar já pronto para receber operações logísticas e estoques, evita que a empresa disponha de um valor alto para investir no espaço.

Apesar dos impactos da pandemia, o mercado de locação de galpões segue firme e com estabilidade e a tendência é continuar em alta.

De acordo com o último relatório da Colliers International Brasil, no ano de 2020 a absorção bruta bateu recorde, com mais de 2.600 mil m² de área locada. Já a absorção líquida, saldo entre novas locações e devoluções, atingiu a marca histórica de 1.500 mil m².

Destaca-se que os imóveis próximos às grandes capitais apresentam boa performance de locação. A região metropolitana de São Paulo tem taxa de vacância abaixo de 10%. Em relação aos galpões, as taxas de vacância estão a cair moderadamente à medida que os mercados absorvem o boom de oferta.

Em geral, os últimos anos viram o mercado se tornar mais pré-compromissado, à medida que as principais incorporadoras esgotavam seus galpões para desenvolvimento, preferindo garantir compromissos de inquilinos de longo prazo. E, ao mesmo tempo, os galpões construídos especulativamente raramente ficaram sem inquilinos devido à escassez de galpões disponíveis para o armazenamento de produtos de e-commerce.

Como o e-commerce segue como um dos principais setores que mais aluga galpões, sendo 20% do inventário locado apenas para o comércio online, com o setor aquecido, as novas entregas de inventário também cresceram.

Ao todo, foram entregues mais de 1 milhão de m² em 2020, contra 900 mil m² em 2019. Entre expansões e novos empreendimentos, o mercado se aproxima de 17 milhões de m² construídos. Diante disso, é importante ressaltar que foi superada a marca de mais de 14 milhões de m² ocupados, maior patamar já registrado neste segmento.

As perspectivas futuras são bastantes positivas. Com a vacinação da população, diminuição das restrições de circulação, retomada do emprego e melhora da economia, a aposta é que o mercado de locação de galpões continue aquecido. Estima-se que a taxa de vacância fique próxima a 15% e a absorção líquida se mantenha no patamar do último ano, sendo impulsionada, principalmente, pelos setores de e-commerce, transporte e varejo.

Com o intenso crescimento de empresas do e-commerce trabalhando com condomínios logísticos, a expectativa para as empresas é de crescimento contínuo. É certo que empresas de e-commerce devem ampliar a ocupação de galpões para ampliar a cobertura de entregas.

O que tudo indica, o hábito de comprar online deve permanecer, e o mercado de galpões seguirá aquecido. Há a tendência de aumento da área locada em galpões pelas empresas de comércio eletrônico observada em 2020 e que continua presente. Só nos dois primeiros meses deste ano, o comércio eletrônico já locou cerca de 32 mil m² de novos galpões.

Sem contar que grandes empresas do comércio eletrônico ainda estão procurando grandes áreas por todo o Brasil, o que deve ser traduzido nos próximos trimestres em mais área alugada.

Importantes varejistas estão migrando e absorvendo áreas disponíveis, pois garantem vantagens logísticas. Além de um custo menor se comparado com empresas que constroem espaços próprios de armazenagem, alugar galpões traz agilidade na entrega, pois as áreas estão espalhadas em regiões estratégicas do país, o que faz com que a empresa possa operar em todo o Brasil e em menor tempo. Neste ano, o mercado de locação de galpões se mostrou mais resiliente em relação a algumas atividades comerciais e gerou um impacto mais relevante.

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Tiago Drumond

Diretor Comercial

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