Buscar soluções para produzir com eficiência é essencial para qualquer negócio. Ao gerar resultados com menos esforços ou perdas, é possível aumentar a lucratividade e se destacar. Nesse sentido, a produção enxuta ganha projeção.
Essa é uma alternativa focada na importância dos desperdícios e como eles devem ser evitados. Consolidada em alguns pilares, inclui pontos relativamente simples de ser aplicados. Então, pode ser implementada e gerar resultados em diversas situações.
A seguir, conheça melhor a produção enxuta e descubra quais são os aspectos principais do seu funcionamento!
Esse modelo produtivo é voltado para a atuação sem desperdícios. Todos os recursos, como materiais, mão de obra, dinheiro e tempo, são utilizados de maneira ampla. Idealmente, o desperdício é zero, o que evita perdas ao longo das etapas.
Além disso, a produção enxuta está ligada à melhoria contínua. Não é porque os recursos já são bem aproveitados que eles não podem ser usados de forma ainda melhor. No final, o objetivo é atender às necessidades específicas dos clientes, sem precisar gastar mais do que o necessário.
Esse conceito se consolidou após a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, os países que se envolveram no conflito encaravam um cenário que exigia a recuperação. Entre eles, estava o Japão. Um dos maiores derrotados, especialmente após sofrer o ataque aéreo atômico, o país insular procurou formas de retomar o crescimento.
Na década de 1950, então, a qualidade se tornou um assunto central no país, que buscava reerguer sua indústria. A ideia começou a inspirar a Toyota, que precisava competir com montadoras muito mais consolidadas e em condições otimizadas.
Os engenheiros da empresa consolidaram a metodologia que, hoje, é conhecida como produção enxuta. O investimento foi máximo na melhoria contínua, bem como na flexibilidade para atender a necessidades específicas. Com isso, passaram a ter escala, o que permitiu alavancar os negócios.
Diante de um mercado cada vez mais competitivo e ávido por um desempenho otimizado, a metodologia logo se consolidou e ganhou o restante do mundo.
A maior distinção da produção enxuta para a tradicional é que o sistema “comum” se baseia no planejamento ou previsão de vendas. A partir de análises de dados e projeções, o empreendimento estabelece uma demanda para determinado período.
No entanto, devido à imprevisibilidade do mercado, é improvável que os valores sejam totalmente equivalentes. O comum é que o planejamento fique acima do consumo, o que eleva o nível de estoque e pode levar a perdas. Quando o planejamento é menor, a empresa tem dificuldades para atender à demanda extra.
Na versão enxuta, por outro lado, o foco está na flexibilidade e no cumprimento das exigências específicas. Com as configurações certas, é possível identificar o que e quando produzir.
Contudo, a maior diferença é, mesmo, a capacidade de evitar desperdícios de qualquer ordem. Não significa que a produção de abordagem enxuta não tem estoque, mas sim, que o excedente não é jogado fora, por exemplo.
Para ser colocado em prática, esse conceito utiliza vários elementos que tornam o processo produtivo mais eficiente, robusto e capaz de atender a necessidades pontuais. Desse jeito, consegue cumprir as exigências de forma completa.
A seguir, veja quais são alguns recursos e técnicas que são usados com sucesso e entenda o funcionamento de cada um.
O Just in Time, que pode significar “bem a tempo” ou “na hora certa”, tem a ver com o atendimento da demanda com foco em períodos específicos. A proposta consiste em comprar, produzir e transportar somente no momento em que for mais importante.
A ideia é evitar que ocorram excessos e, principalmente, atrasos. Para que isso seja possível, deve haver sincronia com a demanda e a configuração de modelos variados.
A metodologia 5S tem a ver com a aplicação de ferramentas para garantir um ambiente de trabalho adequado e enxuto. Ele se baseia em cinco palavras em japonês:
Sua implementação exige cuidados específicos para deixar o ambiente útil, funcional e pouco poluído de itens. Também tem a ver com a manutenção da limpeza e da organização, pois isso favorece a conquista de máximo aproveitamento e de boa produtividade.
O Kaizen, na verdade, é um conceito que envolve algo que precisa estar presente na produção enxuta: a melhoria contínua. Trata-se de uma palavra de origem japonesa e que reúne diversas práticas em relação à gestão de qualidade.
Essa filosofia se tornou bastante difundida e permite a aplicação flexível, de acordo com as necessidades de cada negócio. Não é preciso investir muito, mas todos devem estar envolvidos e o desperdício tem que ser combatido.
Justamente para obter essa melhoria, é possível recorrer a outras ferramentas complementares. O Ciclo PDCA é bastante famoso e permite monitorar os processos de forma robusta. Ele é dividido em quatro passos:
Como ele é feito de maneira circular, há como gerar cada vez mais melhorias nos procedimentos.
O fato de ter sido desenvolvida e de ter se consolidado em uma montadora não restringe a aplicação dessa possibilidade. Ela pode ser utilizada em negócios de diversos portes, do micro ao grande. Além disso, é adotada em vários setores.
No entanto, é preciso conferir se a alternativa funciona para o seu empreendimento. Ambientes industriais, normalmente, têm uma implementação facilitada pela questão produtiva e de estoque. Mesmo assim, até o varejo pode aproveitar a opção, como ao pensar na logística de centros de distribuição e nos recursos alocados.
O importante é fazer um mapeamento robusto para compreender se o negócio é capaz de “suportar” a abordagem e se a implementação é viável. A produção enxuta visa a eliminar o desperdício e gerar máximo aproveitamento. Com ela, é possível garantir a qualidade e aumentar a eficiência dos processos, o que eleva a competitividade. Então, vale considerar a implementação da alternativa!
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